sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Me beija



O grande troféu da conquista. O apaziguador de ânimos. O toque final para a cura das crianças. O desfecho dos folhetins mais simplórios. O ponto alto das cerimônias de matrimônio. Aquilo que a aluna vítima da flecha do cupido mais deseja fazer com seu professor cinquentão. O objeto do desejo do garotinho por sua prima de cabelos longos e vestido rosa. A suprema contradição do amor platônico. Nada diz mais que a junção dos lábios num ósculo apaixonado. Nada traduz melhor um sentimento puro e verdadeiro que ser beijado por quem se ama - ou se quer amar.O beijo é o idioma do amor. Do amor idealizado, do amor romântico, do amor físico. Receber um beijo, mesmo que apenas no rosto significa que se é querido por alguém. Se se conhece uma pessoa e ela é especial, mesmo sem se saber porquê, beijar é, sem dúvida, a melhor comunicação entre duas almas.Não mata, não suja, não destrói. Dá vida, força e energia para seguir em frente e sonhar. Estando em meio à magia do amor, tudo o que se quer é beijar e ser retribuído. O toque dos lábios, de leve, sem pressa, renova qualquer espírito, afasta toda dúvida, impulsiona qualquer decisão. Beijo não se dá. Não se pede. Simplesmente acontece. Sem dor, sem culpa, sem calma. So... kiss me!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Just my luck

Ando tão azarada que não dá para dizer meio tem que ser inteira mesmo. Essa nuvezinha acinzentada estacionou em cima da minha cabeça há uns dois meses. Tudo começou com uma maluca dando ré na porta do meu carro bem quando eu entrava em um estacionamento. Como se não bastasse, a "esperta" até hoje duvida que tenha batido em mim. Dúvida possível, de fato, afinal de contas, os automóveis modernos andam de lado...

A próxima desventura dessa série foi a súbida quebra do pára-brisa em plena BR 116. Ouvi um barulho e simplesmente o vidro estava com um estilhaço. Pelo menos descobri para que servem aqueles adesivinhos que vêm com os documentos do seguro.

Na volta dessa viagem, descobri que um sabiá invadira a minha casa e - com tantas opções - descaradamente utilizara logo o meu sofá como banheiro... Corri para limpar, peguei meu borrifador de água perfumada e, tcharam! A mancha ficou pior ainda! Abri a tampa, cheirei e veio a constantação, havia água sanitária misturada no restante do líquido. Essa vou agradecer para a faxineira... E o pior, a mancha feita pelo sabiá também não saiu...

No fim de semana que se seguiu, tive a brilhante ideia de estacionar meu auto em uma determinada rua da cidade e sair para passear a pé, coisa que amo fazer. Na volta, a surpresa: o carro estava cercado de feirantes por todos os lados. Resultado, fiquei a pé até as 21 horas, correndo o risco de receber uma multinha em casa nos próximos dias.

A maré de azar chegou ao ápice com a perda o meu tubo de álcool gel de estimação. Puxa, o meu companheiro inseparável de muitas ocasiões. Esteve comigo em tantos lugares, ele era praticamente da família e nem tinha chegado ao final. Se alguém o vir por aí, me avise.

Acho que meu trevinho de quatro folhas tirou umas férias.